Consciência Negra e Música no Brasil

•18 Novembro, 2008 • Deixe um comentário

00-musicosescravos_grande1Consciência negra e a música no Brasil
Por Leonardo Martinelli

 

No próximo dia 20 celebra-se no país o “Dia da Consciência Negra”, data oficialmente presente no calendário de efemérides brasileiras desde 1960, que somente nos últimos anos – e ainda assim, somente em algumas cidades – ganhou o status de feriado.

Por si próprio, o feriado levanta discussões e controvérsias típicas de uma nação onde o racismo nunca é abordado de forma direta e profunda, o que inclusive faz com que alguns cheguem mesmo a pensar que não há racismo no Brasil.

Mas aproveitaremos a ocasião para levantarmos alguns aspectos pouco abordados sobre a presença negra nas práticas musicais do país e, quem sabe, ficarmos um pouco mais “conscientes” sobre este assunto.

Quando se fala do papel do negro e raças mestiças nas práticas musicais do Brasil, é natural associá-las à música popular urbana do início do século XIX, em especial, no Rio de Janeiro. Tal fato justifica-se pela evidente importância destas práticas musicais para a consolidação do que se costuma chamar de “identidade musical brasileira”, que teria como base ritmos oriundos da cultura musical negra. A questão da identidade nacional não se resume a isto, mas não cabe aqui nos aprofundarmos sobre o assunto.

Entretanto, se a presença do negro é sine qua non para compreensão da música brasileira a partir do século XIX, engana-se quem pensa que sua importância restringe-se à música popular, tendo sido por meio de mãos pardas que boa parte das práticas musicais que chamamos de clássica foi feita desde os primórdios de nossa história da música.

Mas ao enveredarmos pelo caminho histórico necessariamente esbarrarmos em um grande problema, isto é, a fragilidade de informações existentes. Evidentemente, esta trajetória começa com a chegada dos primeiros navios negreiros e a consolidação dos primeiros grupos reunidos em torno das senzalas e, posteriormente, dos quilombos. Entretanto, por mais que a crônica da época deixe clara a presença da música no cotidiano destes povos, sua diferença para com as práticas ocidentais, aliadas ao medo que esta música evocava nos brancos devido a sua estreita relação com seus ritos religiosos (então simplesmente entendidos como feitiçarias), fez com que virtualmente não existisse nenhum registro histórico destas práticas, que hoje em dia só podem ser pensadas e praticadas sob a perspectiva da antropologia e da etnomusicologia. Não deixa de ser irônico constatar que os primeiros registros destas práticas foram feitos por viajantes europeus, e não por pessoas da terra.

Porém, os negros começam e marcar seu território definitivo em nossa música quando, obrigados a freqüentar templos cristãos devido às convenções sociais vigentes, eles passam a participar de forma ativa do serviço musical católico, manuseando instrumentos ocidentais, cantando serviços religiosos em latim e mesmo compondo música.

Tal fenômeno foi especialmente rico nas Minas Gerais do século XVIII, período de grande prosperidade econômica devido à extração de pedras e metais preciosos, que demandavam uma quantidade colossal de mão de obra escrava. Muitos desses escravos se associavam a alguma “Irmandade” ou “Ordem Terceira”, organizações ou mesmo templos presentes na estrutura social católica que, neste contexto, não raro eram compostos integralmente por negros. É desta época que datam os primeiros grupos musicais com instrumentos ocidentais, incluso uma orquestra integralmente formada por negros.

Entretanto, nesse ponto o papel do negro em nossa história é ainda visto como coadjuvante, e rara são as publicações (das poucas disponíveis) que se dedicam de forma sistemática ao assunto.

Será que o pouco caso que dedicamos à perspectiva histórica dos negros em nossa música não é em si um reflexo do pouco caso que o Brasil faz hoje em dia com a música como um todo? Será que, neste momento, continuamos a escrever tristes linhas nas quais a arte neste país ainda não se mostra como alternativa à barbárie?

Foto de Arnold Schoenberg

•9 Outubro, 2008 • Deixe um comentário

Arnold Schoenberg em um de seus raros meio-sorrisos, ao lado da mulher Gertrud e da filhinha Nuria Dorothea,em Nova York, a bordo do navio Ile de France, em setembro de 1933: foto comemorativa de seu 59º aniversário

Música Barroca

•6 Outubro, 2008 • Deixe um comentário

Jordi Savall dirige uma execução historicamente orientada do Orfeu, de Monteverdi.

http://www.youtube.com/watch?v=yxBT1pfVAKQ

Video Kiko Loureiro com Luiz Azevedo

•8 Maio, 2008 • Deixe um comentário

 Olá aqui é Luizinho!

Bom desta vez eu vou postar um video que já faz algum tempo que ocorreu, mas foi bem legal. Por convite do Sesc de São José dos Campos toquei junto com o Kiko Loureiro em uma de suas apresentações do seu primeiro disco solo. Fizemos uma versão Rock/Jazz de um tema clássico chamado de Cantaloupe Island. Espero que todo mundo goste!!!

http://br.youtube.com/watch?v=w0Ymqr_fekY

Forte Abraço

Luy

A JACO PASTORIUS TRIBUTE

•4 Abril, 2008 • Deixe um comentário

Victor Borge – Franz Liszt – Hungarian Rhapsody

•4 Abril, 2008 • Deixe um comentário

video-1.jpg

Vídeo postado por Fabinho Machado.

http://br.youtube.com/watch?v=Aajtw30-YG0

500 miles.

•21 Dezembro, 2007 • Deixe um comentário

Fala aí galerinha esperta do som brasuca. Espero que tudo esteja indo muito bem, todos com saúde, todos estudando muito, e é lógico, um pouquinho de “din din” também ajuda né?
Já faz um tempo que eu queria apenas escrever, e dar uma folga nas partituras, técnicas, independências, e assim por diante, por isso o papo hoje será bem reflexivo, espero que vocês pensem sobre o assunto aqui abordado.

Em vez de homenagear um batera, vou fazer uma homenagem a um dos maiores músicos de todos os tempos, onde a maioria dos bateras que conhecemos e gostamos, ou passaram pela sua banda, ou ouviram muito o seu trabalho. Trabalho este que vocês acreditem ou não, quase tudo que ouvimos e tocamos hoje em dia foi criado por ele.
Esse cara, revolucionou a música no mínimo umas quatro vezes.
Primeiro com o tipo de Jazz que ele se propunha a tocar chamado de Be Bop, sumiu por um tempo e quando voltou, apareceu ao lado de Gil Evans com um novo conceito do que era harmonização, o Cool Jazz. Mais tarde quando todos os músicos estavam super preocupados em improvisar em cima de uma harmonia toda encrencada, ele veio com uma concepção modal, onde não havia uma harmonia a ser seguida, pois a música era construída em cima de apenas uma tonalidade, os chamados modos gregos.

Estilo este que mesmo os grandes musicos pesquisadores do Jazz tem dificuldade de compreender o que realmente acontecia naquela época.
Nesse meio tempo foi apresentado a Jimi Hendrix, aí surgiu sua veia rock.
Imaginem vocês que situação:
N aquela época era inconcebível um músico negro que só tocava Jazz, tocar outra música sem ser essa. Aí aparece esse cara tocando com músicos brancos e ainda por cima ingleses como por exemplo John Mclaughlin e Dave Holland, mostrando um tipo de música que hoje chamamos de Jazz Rock, mas na época imaginem vocês do que isso foi chamado.
Para uns, isso foi mais uma revolução desse gênio da música, mas para os puristas, uma música que fugia da linguagem negra do Jazz.
Suas criações e revoluções em relação a música não param mais, sua música não tinha mais preconceitos nem fronteiras, e aí surge mais um estilo criado por ele.
O “FUSION”.
Daí por diante ele escreve sua história deixando esses filhos musicais para o mundo.

Seu nome?
Nada mais, nada menos que:
MILES DAVIS.
Aí você deve estar se perguntando:
O que o Miles tem haver com a batera?
Miles Davis, na minha modesta opinião, foi um baterista disfarçado de trompetista, pois todos os bateras que passaram pela sua banda se tornaram lendas do Jazz. Miles dizia a seus bateristas:
Você é minha referência.
Você toca, e eu vou atrás……ele defendia que o batera era o coração de banda, ou seja, a sua banda iria pulsar da forma como o seu batera pulsasse.
Dentre os bateras que por muito tempo ditaram as regras e as dinâmicas na banda de Miles, estão eles:
Philly “Joe” Jones, Jimmy Cob e Tonny Willians, esses foi o trio de ferro que acompanhou Miles por muito tempo. Mas Miles fez outros grandes bateras aparecerem para o mundo.

Veja só essa relação:
Max Roch, Roy Raynes, Art Blakey, Kenny Clarke, Jack Dejohnette, Billy Cobham, All Foster, Elvin Jones, entre outros.
É lógico que para toda essa revolução músical acontecer, Miles não estava sozinho, teve sempre ao seu lado outros grandes músicos do Jazz, tais como:
Charlie Parker, Paul Chambers, John Coltrane, Wayne Shorter, Chick Corea, Herbie Hancock, Joe Zawinul entre outros.

Sei que vocês esperavam uma homenagem talvez a um batera, mas a minha intenção foi de abrir mais o leque, ou seja, fazer uma homenagem aos músicos que não penas se preocuparam em estudar e copiar os seus ídolos, mas músicos preocupados em deixar a sua marca, mostrar que o músico completo, não é aquele que se fecha a um só instrumento.
Precisamos ouvir de tudo, devemos estar de ouvidos abertos a todo tipo de nova informação, seja ela técnica ou não. Quando digo nova, não quero dizer que só o que vem dos anos 90 é novidade, pois não é, como eu já disse, o que ouvimos hoje em dia em relação a qualquer tipo de música (me desculpem por decepcioná-los), mas tudo isso já foi feito em tempos atrás. Quero dizer, que as vezes o que já foi gravado por esses mestres da música (vamos supor que lá pela década de 60), possa se tornar novidade para os seus ouvidos.
Não gosto de pensar na forma de que eu só toco assim, só uso essa técnica, só improviso desse jeito, ou só vejo o meu instrumento com esses olhos. Acho que as diversas formas de tocar, os vários tipos de técnicas, os diversos caminhos para se criar um bom improviso, as mil formas de montar o seu instrumento, elas estão todas aí, use tudo isso a seu favor, e não contra você.

Não me questionem por nada, apenas peço que pensem nisso. Me desculpem pela seriedade do assunto, mas falar de músicos desse naipe pra mim é coisa muito séria.
Um abração a todos e até uma próxima homenagem.
Gostaria de agradecer aos grandes músicos que contribuíram com suas preciosas informações.
São eles:
Nico Assumpção
(Baixo)
Daniel Alcântara
(trumpete)
Wilson Teixeira
(Sax)                  Douglas Las Casas (Postado por Fabinho Machado)

Adriano Giffoni

•1 Outubro, 2007 • 3 Comentários

adriano-giffoni.JPG

Aí vai um vídeo de um grande baixista, que mostra por meio de sua  música a grande paixão que tem pelo Brasil.

http://www.youtube.com/watch?v=PUmtZWf_DL4

Abração!!!

Nelson Rechdan

Professor. Ser ou não ser? Eis a questão.

•1 Outubro, 2007 • Deixe um comentário

E aí galera da música brasuca, belezinha?
Desta vez venho falar de um assunto um tanto quanto delicado:
A arte de ministrar aulas.
Nesses últimos 12 anos venho dando aulas particulares e em conservatórios, e tenho percebido que a cada ano que passa, temos mais músicos (tanto iniciantes como profissionais), descobrindo a necessidade de estudar, estudar e estudar.
E isso é muito bom, pois tenha sempre em mente que ser músico é estudar para a vida toda.
Até aí tudo bem, certo?
Mas tenho percebido também, que as páginas de classificados das revistas especializadas tem aumentado sensivelmente com nomes de pessoas que pagam um anúncio e já se intitulam professores.
E isso tem me preocupado muito.
Como poderemos avaliar esses profissionais?
Didática é a palavra chave.Conheço músicos que antes do aluno chegar, arrastam os móveis da sala, puxam a televisão de lado, pedem licença pra vovó que está sentada no sofá, montam uma batera qualquer e pronto: é só esperar o aluno chegar.
Conheço outros que até tem uma pequena estrutura de equipamentos de ponta, mas isso não basta. Nunca devemos nos esquecer que quando uma pessoa nos procura para ter aulas é porque ela está buscando algo que não vai encontrar apenas vasculhando métodos que podem ser comprados em qualquer loja.
Elas procuram exatamente algo que seja particular desse ou daquele professor.
Ou seja, normalmente, o aluno quer aprender com um determinado músico que ele já deve ter visto tocar, e foi isso que o agradou.
Se pensarmos bem, veremos que essa atual “febre” de dar aulas é um resultado da falta de local para se tocar. Essas pessoas gostariam de ganhar dinheiro sendo músicos profissionais, tocando ao vivo ou em estúdios. Mas quando isso não acontece, que pode ser por diversos fatores, sendo um deles o pouco amadurecimento e o precoce ingresso na vida artística, o que acontece?
Ele resolve dar umas aulinhas aqui, outras ali, para aumentar a sua renda mensal, e é aí que está o problema.
Dar aulas não deve ser vista apenas como uma fonte a mais de renda, pois a “grana” é uma conseqüência do trabalho de um professor de música.
É aí que entra a metodologia.
Didática é a palavra chave.
É necessário ter um método de ensino, preparar as aulas para cada aluno, pois cada aluno tem uma necessidade, uma dificuldade. As aulas devem ser personalizadas e apontar um caminho a ser seguido.
Não podemos esquecer, em momento algum, que quando damos aulas estamos colocando novos profissionais no mercado, pois eles irão carregar o nome de seu professor por toda a carreira, sendo esse professor bom ou ruim.
Uma outra palavra chave é:Questionar.Todo estudante de música deve ter sempre 3 perguntas em mente:1 – Porque estou estudando música?
2 – Onde vou aplicar esse estudo?
3 – Como vou aplicar esse estudo?
É comum vermos alunos estudando a mesma coisa por vários anos, sem sair do lugar. Isso acontece devido a falta de questionamento. É por isso que essas 3 perguntas devem ser uma constante na cabeça do aluno em relação ao seu professor.
Só assim o aluno verá que existe um caminho que deve ser traçado e que esse caminho exige muitas horas de estudo, muita dedicação e persistência.
Quero deixar claro que não existe professor no mundo que faça alguém virar músico. O professor apenas irá mostrar os caminhos mais curtos a serem traçados. Quem realmente fará o aluno se tornar um profissional é ele próprio.Um grande abraço, e lembre-se sempre:
“Estudar um instrumento é educar a paciência.”

Las Casas

                                                                                                                 Fabinho Machado

GUILESSA Park

•17 Setembro, 2007 • Deixe um comentário

Olá … aqui é Luizinho

Desta vez eu trago uma bobeira que eu achei muiiiito figura que é a banda toda feita no estilo South Park, foi uma sugestão enviado por email, mas eu achei figura de mais, então decidi colocar aqui pra gente dar umas risadas. Tem a característica de todos mesmo. Primeiro o Gui com sua camisa pijama ahaah … e o cavanhaque que nem ele viu. Depois o Ale com seu gorro verde que não cabe na cabeçinha ahahah, o estilo camisetas vide bula e seu olhar animado. Depois o Fabinho com roupa BUDA ahahah e sempre de boca aberta. Eu de Boné e luva como sempre, mas detalhe pro dentinho separado, não é amarela assim poxa mas ficou bem legal ahahahah. Enfim o Nelsão com sua roupa básica ahaha, de óculos e seu olhar lateral de sempre ( só faltou um nariz mais legal nele aí pô ahaha). Enfim todos da banda estão desenhados de forma bem legal. Tiago essa foi boa meu velho. Valeu por tudo pessoal. Mandem pra gente idéias como esta pois com certeza se for legal vamos colocá-la no blog.

GUILESSA Park

Forte Abraço

Luiz Azevedo